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Metaverso: o que esperar para os próximos anos?

28/04/22

10 min de leitura

Metaverso: o que esperar para os próximos anos?

Metaverso: o que esperar para os próximos anos?

Luciano BorgesLuciano Borges

Quando a área da tecnologia se movimenta em torno de uma novidade, mesmo que seja um conceito, é importanteentender exatamente do que se trata. Este é o caso do Metaverso, termo bastante difundido após Mark Zuckerberg mudar o nome da sua holding Facebook para Meta.

O propósito desta ideia é que haja um mundo virtual em que as pessoas possam interagir, fazer negócios e realizar vários outros tipos de atividades. Desta forma, tem o potencial de revolucionar mercados diferentes, desde games até a organização de eventos.

Você entenderá, neste artigo, tudo o que se sabe até o momento sobre o Metaverso e o que esta ideia aponta de tendência para o futuro do mercado tecnológico. Confira!

O que é o Metaverso?

É a a fusão dos ambientes virtual e real através da tecnologia. Na prática, funciona como espaços virtuais utilizados por pessoas reais, que poderão realizar atividades, transações, se comunicar, entre várias outras possibilidades, por meio do que temos de mais tecnológico.

Para isso, serão aplicados recursos como Realidade Virtual, Aumentada, IA e o 5G, permitindo a existência de um “universo” em que será possível criar avatares e viver o nosso dia a dia por meio deles. Ou seja, algo como o The Sims, mas sem ser um jogo.

Quando surgiu?

Há registros de que esta palavra apareceu pela primeira vez em 1992, no livro de ficção científica “Snow Crash”. Além disso, o conceito ressurge em 2003, com a criação do videogame Second Life. No entanto, o desenvolvimento tecnológico da época não avançou muito.

Portanto, esse é um conceito que retoma o imaginário popular, traz a referência originária do gênero da ficção científica, de filmes como Matrix e O Exterminador do Futuro. Mas a proposta é que este futuro seja bem mais seguro para nós.

Em suma, existem critérios que pretendem ser atendidos nesta nova realidade. Veja a seguir uma lista com os elementos essenciais no Metaverso:

  • apresentar “mundos” em 3D;
  • ter larga escala;
  • funcionar de forma independente;
  • permitir sincronia constante;
  • garantir persistência;
  • permitir número ilimitado de pessoas;
  • proporcionar sensor de presença individual;
  • gerar preservação de dados;
  • proporcionar construção em tempo real.

Quais foram os efeitos sobre o mercado com o buzz do Metaverso?

O anúncio dos investimentos iniciais da Meta em função do Metaverso refletiu em diversos tipos de mercados. Afinal, esse futuro da tecnologia pode movimentar milhões ou até bilhões de reais em muitos segmentos.

Por hora, listamos abaixo os 5 principais efeitos já percebidos sobre o mercado:

1. Valorização de criptomoedas e NFTs

A premissa de um mundo cibernético persistente gera a necessidade de contar com um sistema que garanta a propriedade sobre itens e moedas. Esse é o caso das criptomoedas e NFTs, que têm sua validade reconhecida e valorizada nesta nova realidade.

Aliás, o buzz em torno dessa novidade fez com que o investimento em NFTs aumentasse em cerca de 42%. Este foi o crescimento mais expressivo desde seu surgimento.

2. Ampliação do uso de VR, AR e MR

Grandes empresas investindo em recursos como Realidade Virtual (VR), Realidade Aumentada (AR) e Realidade Mista como Artifícios (MR). No futuro, cada um poderá proporcionar experiências distintas, mas estarão integradas quanto a finalidade.

Enquanto a VR gera a imersão no ambiente digital, a AR possibilita a transferência de seus elementos para o espaço que conhecemos. Por fim, a Realidade Mista (ou mixed reality) combina esses dois paradigmas para proporcionar experiências enriquecidas.

3. Maior interesse pelo comércio eletrônico

As compras online já haviam aumentado desde o início da pandemia, mas com o boom do universo virtual futuro, algumas empresas e artistas começaram a investir em Marketplaces de criptomoedas ou NFTs. Por exemplo, a artista Madonna e a gigante Spotify já estão apostando em NFTs. 

Neste nicho específico do mercado, já é possível encontrar lojas com moedas e produtos completamente virtuais. 

4. Aquecimento do mercado de eventos

Atualmente já temos grandes eventos realizados com transmissão online ou com imersão tecnológica que movimentam milhões de reais. No entanto, neste novo conceito, a proposta é que eles sejam 100% digitais, em que você possa assistir utilizando seu avatar.

Para isso, será preciso eliminar as barreiras geográficas e aumenta consideravelmente o potencial de públicoO que fez com que algumas empresas especializadas na área passassem a olhar isso com mais interesse, como a Microsoft, que criou uma plataforma de reuniões com hologramas e avatares

5. Mercado Financeiro  

Claro que este setor não poderia ficar de fora! Afinal, antes mesmo de se falar em Multiverso, já existia moedas digitais. Os investimentos feitos tanto por empresas, quanto por pessoas físicas, que querem se antecipar para este cenário, aumentaram muito.

Então, as compras de criptomoedas, ações, fundos de investimento e até terrenos virtuais cresceram exponencialmente desde 2021.  

Quais empresas já estão investindo no Metaverso?

Grandes nomes de dentro e fora do setor de tecnologia já estão investindo na ideia de ter um mundo virtual interconectado. 

A seguir, entenda como as empresas estão executando suas iniciativas:

NVIDIA

Essa é uma das principais fabricantes de placas gráficas do mundo, que já enxergou a oportunidade na construção dos ambientes virtuais. 

 De modo que, a empresa criou a Omniverse, uma plataforma de simulação colaborativa, disponível desde 2021, na qual é possível criar novos universos. Além disso, ela planeja atuar no segmento de avatares digitais.

Microsoft

A empresa permanece relevante do setor de tecnologia não apenas por conta do sistema operacional Windows, mas também por seu ingresso no segmento de serviços, como no caso do Office 365 e do Teams. Este último já conta com iniciativas voltadas para o universo virtual.

Ela já tem um nome consolidado tendo o Xbox como uma plataforma que vai além do console de videogame. Além disso, a empresa vem realizando diversas e grandiosas aquisições no mundo dos games para enriquecer o seu portfólio. Então, a expectativa é que a empresa leve esse conceito a outro patamar de imersão.

Shopify

A principal plataforma de e-commerce do mundo está interessada em desenvolver possibilidade de compras que utilizam Realidade Aumentada, segundo informações.

A princípio, esse recurso destina-se à venda de roupas. Usando AR, as pessoas poderão ver os itens em tamanho real antes de comprá-los, como se estivessem em uma loja física.

Vale lembrar que a própria Meta tem planos de estender a sua atuação no Metaverso para o comércio eletrônico, então já é possível observar uma potencial concorrente da Shopify nesse sentido.

Match Group

Esse grande conglomerado de empresas de tecnologia focadas em relacionamentos, detentora do Tinder, OkCupid e Match.com, já está de olho no potencial para criar formas de pessoas se conhecerem.

Além das interações em tempo real, cada pessoa poderá criar um avatar próprio que representa a sua aparência, bem como usar criptomoedas para adquirir recursos e itens adicionais, além de NFTs. Isso tem o potencial de transformar completamente a dinâmica de relacionamentos online.

Por fim, o Match Group também está pesquisando a possibilidade de investir em eventos digitais. As experiências ao vivo, como shows e concertos, poderão ser conectadas aos sistemas de matchmaking da própria empresa.

Por que você precisa estar de olho no Metaverso?

Considerando o interesse de grandes players da área de tecnologia, é possível identificar o potencial enorme desta nova realidade no futuro, não é mesmo? 

Porém, é preciso ter cautela. Assim como o cenário parece promissor, também pode estar a alguns anos de se consolidar. Por exemplo, é preciso ainda o desenvolvimento e popularização das tecnologias e ferramentas que suportam a existência dessas plataformas.

Mas o que deve ser observado sobre o tema? Veja a seguir:

Múltiplas aplicações possíveis

Empresas de diferentes mercados já expressaram interesse no Metaverso pelas múltiplas possibilidades de uso. Como consequência, isto representa um grande potencial de oportunidades para profissionais de TI.

Afinal, isso abre margem para a implementação de abordagens de negócios próprias no ambiente virtual. Quem atua na área poderá se especializar nesse tipo de projeto e aproveitar oportunidades valiosas de desenvolvimento profissional.

Confiabilidade em transações

Por haver sincronização entre as mais diversas pessoas, o espaço do Metaverso tende a ser confiável para realização de transações envolvendo itens e moedas. Ou seja, existe um senso de propriedade nesse mundo virtual.

Por exemplo, lojas poderão usar moedas virtuais para venderem produtos sem a preocupação de perderem dinheiro. 

Foco total em experiências

Uma das tendências mais fortes do marketing e do entretenimento está em oferecer experiências de valor ao público. Com o Metaverso, este potencial acaba explodindo.

Criar experiências nesse novo ambiente é algo que pode literalmente extrapolar os limites da realidade, o que é um ingrediente bastante atrativo para os usuários.

Quais as tendências para o Metaverso?

Novo perfil de profissionais de TI

Novas possibilidades de tecnologia exigem maior especialização para lidar com um novo universo digitalizado. Ou seja, a tendência é que as equipe de TI de destaque sejam as que dominam essa área.

Essas pessoas terão que mostrar conhecimento e experiência com Realidade Virtual, Realidade Aumentada e os demais mecanismos associados a esta futura realidade. Também deverão ser capazes de sugerir, planejar e implementar soluções cibernéticas para empresas.

Desenvolvimento de novos dispositivos

Como já mencionamos neste artigo, as pesquisas e o desenvolvimento de novas tecnologias não param. Portanto, nada impede que no futuro o smartphone, da forma como conhecemos, seja substituído por um novo dispositivo, por exemplo. 

Para que essa ideia seja amplamente adotada pelo público, as empresas desenvolverão recursos que facilitem o ingresso e a interação. Ao mesmo tempo, o que já existente será aprimorado, tendo a experiência pessoal como foco.

Design de interfaces

É preciso também considerar o quanto o design de interfaces será afetado. De repente, não estamos mais lidando com a criação de páginas web ou aplicativos móveis, mas com tecnologias que ainda não foram criadas, que podem fornecer inúmeros tipos de experiências.

Com isso, o UI e UX certamente irão se cruzar. Logo, a forma como as pessoas interagem com esses espaços tem um impacto direto na qualidade da experiência dele. 

UX

As empresas poderão investir em uma UX moldada a partir das necessidades e expectativas de seu público. Logo que a maior das prioridades das organizações deve ser a experiência de quem as consome, especialmente aquelas que lidam com tecnologia. 

O ingresso em um espaço virtual exigirá uma naturalidade no uso de seu público que somente é acessível por meio de uma ótima UX. Para isso, será necessário não apenas entender profundamente o perfil do seu público-alvo, mas também como este interage com esses ambientes. A partir daí, é possível elaborar a melhor abordagem para que essas pessoas se sintam à vontade neste novo universo.

Segurança da informação

As novas tecnologias lidarão com outros dados e diferentes formas de armazenamento deles, por isso, a proteção de dados pessoais precisa ser uma prioridade.

Portanto, uma forte tendência é o aumento dos investimentos em segurança da informaçãoAfinal, as pessoas precisam confiar nesse espaço virtual para então, viver qualquer experiência dentro dele.

Ambientes imersivos

Especialmente devido ao uso de wearables, como óculos de VR ou AR,público pode realmente se sentir em outro lugar, com experiências totalmente alheias ao mundo real.

Além disso, viveremos também o boom do desenvolvimento de tecnologias em busca de outras formas de imersão. O que nos permitirá conhecer o mundo (tanto o real, quanto o virtual) e as pessoas de formas completamente novas.

Modelo híbrido de trabalho

Com a pandemia da Covid-19, até as empresas mais resistentes a mudanças foram forçadas a se acostumar com o modelo de trabalho remoto e também do modelo híbrido. O que deve se expandir ainda mais.

Considerando que os ambientes virtuais podem proporcionar ferramentas de  interação e esferas de convivência que supram parcial ou completamente a necessidade do trabalho presencial.

Blockchain

Falamos bastante sobre a persistência e a confiabilidade serem essenciais para a consolidação dessa novidade e boa parte disso se deve à tecnologia por trás da blockchain.

Ela garante que exista propriedade, já que terá registro público e descentralizado seguindo o modelo de blockchain. Este último se popularizou a partir das criptomoedas, mas com os anos foi adotado por outros segmentos.

Graças a essa combinação de esforços, as pessoas poderão fazer transações de todos os tipos de forma segura e confiável.

Criptomoedas

Assim como a blockchain, as criptomoedas também garantirão que as transações ocorridas neste novo universo tenham validade e valores persistentes. 

O potencial desta tecnologia para as criptomoedas consegue ir além dos nomes que já conhecemos, como Bitcoin e Ethereum. Isso porque nada impede que as empresas criem seus próprios espaços e suas próprias moedas.

Realidade Virtual e Aumentada

Esses serão recursos essenciais para ingressar e interagir nesse novo universo. Por meio deles, será possível ver o ambiente e se enxergar nele. Mas novas formas de fazer uso deles podem surgir.

Por exemplo, há quem acredite que os óculos de VR são incômodos. Então, existe a demanda para o surgimento de tecnologias mais confortáveis e acessíveis ao público em geral.

Conclusão

Assim como qualquer outra tendência de tecnologia, o Metaverso exige uma avaliação cautelosa para encontrar a melhor forma de utilizá-lo. Fora que ainda está em seu estágio embrionário, mas já conseguimos enxergar o potencial dele para inúmeras áreas.

Então, basta entender bem o perfil do seu público-alvo e criar uma abordagem capaz de atendê-lo dentro desse contexto futurista. 

Quer saber mais sobre o assunto? Veja nosso evento sobre Realidade Virtual e Aumentada:

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