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12/05/26

4 min de leitura

Dicas da Kari Silveira para alavancar a carreira tech

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Insights do que rolou no Insiders #3

No terceiro Impulso Insiders a conversa foi sobre um tema que interessa para todo profissional de tecnologia: como deixar de ser visto apenas como executor e passar a gerar influência, contexto e impacto real no negócio.

O papo da vez foi com Karine Silveira, referência em desenvolvimento de profissionais de tecnologia, com foco em clareza, autonomia e construção de reputação no mercado.

Uma verdadeira aula prática sobre protagonismo, comunicação, autonomia e liderança. Desmistificando os novos desafios das carreiras tech em um cenário acelerado por IA. Afinal, hoje, não basta apenas executar bem. O mercado começa a valorizar quem entende o problema por trás da tarefa.

 

Abaixo, alguns dos principais insights da conversa:


O mercado quer mais do que execução técnica

Durante muito tempo, profundidade técnica era praticamente o principal diferencial para crescimento na carreira. Hoje, ela continua relevante, mas passou a dividir espaço com outras competências.

Segundo Karine, o profissional que ganha relevância é aquele que entende o problema por trás da tarefa, conecta tecnologia ao negócio e participa das decisões com visão de contexto e impacto.

“Hoje, a gente precisa de pessoas que solucionem negócios.”

 

Perguntas certas aceleram crescimento

Um dos pontos mais fortes da conversa foi a importância da curiosidade e da clareza.

Muitos profissionais tentam performar sem entender exatamente o que precisam entregar, qual problema estão resolvendo ou como o sucesso será medido. E, na prática, essas respostas nem sempre chegam de forma automática.

Por isso, fazer perguntas deixou de ser sinal de insegurança e passou a ser uma habilidade estratégica.

“Na dúvida, pergunte.”

Os profissionais que mais se destacam, segundo Karine, costumam ser aqueles que demonstram interesse genuíno em entender o negócio desde o início.

 

Autonomia sem contexto gera insegurança

Outro insight importante foi a desconstrução da ideia romantizada de autonomia.

Autonomia não significa ausência de liderança, desalinhamento ou cada pessoa tomando decisões sozinha. Sem contexto, clareza e direcionamento, o resultado muitas vezes é ansiedade e paralisação.

“Navegar em mar aberto não é autonomia.”

Quando times não sabem até onde podem decidir, quais critérios usar ou quem deveria aprovar determinadas ações, decisões simples começam a travar e o desgaste aparece no dia a dia.

 

Soft skills deixaram de ser complemento

A ascensão da IA aumentou a importância das habilidades humanas.

Comunicação, pensamento crítico, repertório, escuta e capacidade de formular boas perguntas passaram a ocupar uma posição central no trabalho em tecnologia.

“Nunca se precisou perguntar tão bem.”

A IA acelera execução, mas continua sendo responsabilidade humana entender o problema certo.

 

Mostrar o próprio trabalho importa

Outro ponto debatido foi o tabu que muitos profissionais ainda têm em comunicar suas entregas.

Principalmente em ambientes remotos, compartilhar aprendizados, explicar decisões e apresentar resultados não é sobre autopromoção — é sobre dar visibilidade ao valor gerado e fortalecer colaboração dentro dos times.

“Mostrar o trabalho não é pendurar uma melancia no pescoço.”

Quem não comunica impacto corre o risco de se tornar invisível.

 

Liderança começa antes do cargo

A conversa também trouxe uma visão interessante sobre liderança situacional.

Liderança não surge apenas quando alguém assume uma posição formal. Ela aparece nas pequenas iniciativas do dia a dia: organizar soluções, ajudar o time, compartilhar conhecimento ou assumir responsabilidade por um problema.

“Líder é alguém que puxa alguma coisa para si para resolver.”

Antes de liderar pessoas, existe a capacidade de liderar a si mesmo.

 

O que os melhores profissionais têm em comum?

Ao longo da conversa, uma ideia apareceu repetidamente: os profissionais que mais crescem costumam ter curiosidade, capacidade de aprendizado e habilidade de leitura de contexto.

Mais do que respostas prontas, o mercado valoriza pessoas que sabem fazer as perguntas certas.

No fim, tecnologia continua sendo sobre pessoas resolvendo problemas juntas.

 

O bate-papo completo já está disponível no YouTube

 

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